A barata
Com sua inteligência e verve peculiares, Ian McEwan dá tratamento literário à experiência contemporânea de um mundo virado do avesso. A frase de abertura de A barata, o novo livro de Ian McEwan, é um evidente tributo à mais famosa obra de Franz Kafka, A metamorfose: “Naquela manhã, Jim Sams, inteligente mas de forma alguma profundo, acordou de um sonho inquieto e se viu transformado numa criatura gigantesca”. Por meio dessa divertida inversão, McEwan cria a trama desta deliciosa sátira política. Nela, Jim Sams é um inseto que, do dia para a noite, assume a forma humana de primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Sua missão é realizar a vontade do povo, expressa na aprovação da Lei do Reversalismo, que pretende remodelar o funcionamento da economia: as pessoas pagarão para trabalhar e ganharão dinheiro por consumir. Além de radical, a medida criaria uma enorme complicação na relação do Reino Unido com os demais países. Trata-se, é claro, de uma engenhosa metáfora para o Brexit. Mas nada poderá deter o primeiro-ministro: nem a oposição, nem os dissidentes de seu próprio partido, nem mesmo as regras da democracia parlamentar.

A barata

R$39,90Preço
  • Autor(a)

    Ian Mcewan
  • Editora

    COMPANHIA DAS LETRAS
  • Palavras-chave

    Sátira política, Brexit, Kafka, crise, Literatura inglesa, europa, democracia, Reino Unido, A metamorfose, populismo, Boris Johnson, primeiro ministro, economia, londres, Inglaterra, parlamento