Direito e literatura contra o racismo
Se compreendermos o campo jurídico como o conjunto de discursos e práticas que organizam e, em grande medida, forçam nossos modos de viver juntos, então, é urgente interrogá-lo quanto às razões do racismo ainda permanecer presente em nosso ethos. É preciso dizer o óbvio: não haverá ethos democrático enquanto houver racismo – uma das formas insidiosas do fascismo, juntamente com o machismo (fobia e violência às formas de vida não heteronormativas, em especial). Esta hipótese é posta a trabalho a partir da obra "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus. “Diário de uma favelada”, a autora nomeia, explicitando tratar-se de um olhar particular e também de um relato testemunhal do horror cotidiano vivido não apenas por ela, mas por milhões de outras brasileiras e brasileiros situados à margem de seus direitos civis mais básicos. Fundamental ressaltar este ponto: não se trata apenas de habitar o inóspito quarto de despejo; trata-se de sobreviver privado de direitos civis, de condições básicas de vida.O campo jurídico entra no diálogo como campo que não apenas organiza as narrativas que determinam como devemos viver juntos, mas que também coloca em movimento a própria invenção desses códigos impositivos.

Direito e literatura contra o racismo

R$ 38,00Preço
  • Belo, Fábio (Organizador)

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